PCC
O vídeo mostrado pela Globo com o depoimento-desabafo atribuído ao PCC colocou o Brasil definitivamente em guerra civil. Faltava o uso da imprensa para isso. Logicamente, a mídia conta, mostra, reflete, opina e ilustra esse problema. Sistema carcerário, estranhamentos sociais, polícia em sua real percepção de baixos salários, péssimo material de trabalho e até, em certos casos, incompetência e a população acuada. Tudo forma um caldeirão fervente de medo.Com as imagens – colocados no ar devido um seqüestro, e não por força da emissora –, todos os sistemas mandantes brasileiros participam do qüiproquó. Justiça e seus problemas burocráticos. Legislativo e sues problemas corruptivos. O Executivo e o atraso com seus milhares de CCs e brechas de orçamentos. E agora, a imprensa, usada como arma de espraiamento de idéias, supostamente, do Primeiro Comando da Capital.
Demoramos a enxergar: estamos em uma zona de confronto das mais perigosas do planeta. O Brasil está em conflito. Para ver isso, basta uma reflexão: quem não tem um parente ou ente próximo vítima da Guerra Civil do Brasil? 98,9% têm. E para piorar, uma verdade: o homem de touca preta no vídeo, talvez um criminoso, tem completa e absurda razão.


3 Comments:
SAUDAÇÕES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Há um tempinho atrás eu havia falado sobre este mesmo assunto em meu blog, que pelo nome de "Começo de uma guerra civil?" abrange vááááárias quatões que se despetam pela atual 'situação PCC' no Brasil, com esta aqui divulgada:
" (...)Há alguma semanas atrás vinham falando em vários meios jornalísticos de telecomunicação sofre o aprovamento de uma lei que permitiria que os agentes carcerários andassem armados nas penitenciárias... Agora, analisando o fato de que eles estão mais armados que o próprio exercito, que tem armas mais desenvolvidas que qualquer outra que possa passar pelas forças armadas daqui, sendo que eles fazem suas próprias leis, sendo que as penitenciárias se tornaram uma “Província “ do Brasil, espera-se coisa boa disso?
Será o começo de uma guerra civil?
Bem, nossos presos são um sério problema pelos seus “índices de natalidade’ serem cada vez maiores, e as sugestões do que fazer também, e os recursos e a preocupação com este governamentalmente falando, é cada vez menor...
Mas, a
SAUDAÇÕES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Há um tempinho atrás eu havia falado sobre este mesmo assunto em meu blog, que pelo nome de "Começo de uma guerra civil?" abrange vááááárias quatões que se despetam pela atual 'situação PCC' no Brasil, com esta aqui divulgada:
" (...)Há alguma semanas atrás vinham falando em vários meios jornalísticos de telecomunicação sofre o aprovamento de uma lei que permitiria que os agentes carcerários andassem armados nas penitenciárias... Agora, analisando o fato de que eles estão mais armados que o próprio exercito, que tem armas mais desenvolvidas que qualquer outra que possa passar pelas forças armadas daqui, sendo que eles fazem suas próprias leis, sendo que as penitenciárias se tornaram uma “Província “ do Brasil, espera-se coisa boa disso?
Será o começo de uma guerra civil?
Bem, nossos presos são um sério problema pelos seus “índices de natalidade’ serem cada vez maiores, e as sugestões do que fazer também, e os recursos e a preocupação com este governamentalmente falando, é cada vez menor...
Mas, ainda há a possibilidade de os presos estarem trabalhando, em trabalhos comunitários; Ou até mesmo poderiam estar nas próprias penitenciárias, para garantir as necessidades da penitenciária no cultivo de seus alimentos, e para um possível acordo estarem recebendo para isso, e aos poucos estarem “reconstituindo” suas vidas (sem contar que sobraria muito mais dinheiro no cofre público, sendo assim, poderia haver uma distribuição muito maior de verbas para várias outras áreas...);
Também as atividades “reconstituintes” do ser-humano, que só ocorrem nos países desenvolvidos, que é o carcerário em sua cela individual, com acesso à computadores, televisão e vários e vários outros meios que lhe trazem atividades reformulativas e estimulantes para uma nova vida;
E claro, um dos grandes temas que mais me estenderei sobre: a pena de morte...
Pois é, parar pra pensar em pena de morte é que nem querer montar um quebra-cabeça de milhares de peças, que se encaixam, ou não. E realmente, é de quebrar a cabeça...
É complicado analisarmos o ponto de vista de quem sofre, de quem comete e de quem julga um delito,pois quem comete, talvez se arrependa; quem sofre, talvez perdoe; e quem julga? Quem julga deve fazer justiça, mas nesse caso, o que é JUSTIÇA?
Se tratando de nosso país, o código penal brasileiro não impõe o rigor necessário para penalizar determinados delitos. O confinamento no sistema carcerário traz uma contensão de gastos enormes, das quais hoje, mediante o crescimento do índice e da ação criminal, os malfeitores ao que parece,estão sendo penalizados não mais com o confinamento, mas sim com as condições sub-humanas que a superlotação dessas casas de detenção atualmente agregam.
Além da manutenção e da renovação da estrutura física deste sistema, há também um comprometimento social para com a sociedade em relação a segurança, a regeneração e a “complexa” justiça que ali deve ser exercida. Todas as aplicações financeiras sobre esta são grande parte “responsabilidade populacional” (através dos impostos pagos, que nas mãos governamentais transformam-se – ou deveriam transformar-se – em sua maioria verbas; das quais são enviadas para estes também) da qual paga a causa e o efeito da ação criminal.
Sofre diretamente a causa na propagação e na atuação dos “crimes cotidianos”; sofre seus efeitos na falta de uma punição mais séria a diferentes crimes, dos quais sendo hediondos, bárbaros, ou apenas pequenos furtos, têm a mesma pena. E ainda assim variam de acordo com financiamentos de liberdade provisória e adiamentos de julgamentos, que no fim trazem somente a liberdade a quem a pode pagar, e aos que não podem, resta-lhes a “justiça”.
Há ainda controvérsias religiosas a respeito deste, com favorecimentos e contradições a este regime; sendo alguns deles os responsáveis pela consolidação da pena de morte como punição em vários países. Também podemos levar em consideração a rigorosidade judicial como fator contribuinte para a diminuição ou aumento de índices criminais perante essa situação. E ainda há os “Direitos Humanos” que garantem a segurança e a proteção “humanizadora” aos carcerários, mas não oferece direito algum aos afetados diretos com a conseqüência dos crimes (as vezes irreparáveis) deste mesmo.
O fato é que o Brasil não obtém mais condições de manter nosso atual código penal,pois pelo aumento criminal e “empilhamento humano”, a “auto-chacina” ( que ataca os mesmos e os próximos), e a proteção que tais possuem, constatamos que há mais direitos q eu obrigações (ou melhor, não há obrigações), que além de se rebelarem pelas condições que têm que se submeter (e ao mesmo tempo escolheram), são sustentados pela infração que fizeram, e ainda assim, cada dia mais são abonados por mais direitos, mais “liberdade “ ( visitas, comunicação, conforto,etc. A prova de tudo isso é a exemplo da movimentação do comando PCC em SP.) , tendo seu sustento garantido sem o mínimo esforço – algo que muitos trabalhadores (alguns até “escravos-assalariados”) não possuem.
E os inocentes? Os que não forem assassinados, logo serão subornados, ou então subordinados aos poderosos, e talvez convertidos a serem aos próximos...
Assim percebemos que neste momento, as leis constitucionais e penais de nosso país não contribuem para uma possível e necessária reforma, que exige um novo sistema político e consciência social para o estabelecimento desse novo regime, algo que por educação e segurança (outros grandes problemas nacionais) teríamos de uma forma justa e segura.
[ ou não, por que nesse país se duvida de tudo, e de nada...]
E por fim, arrependimento e perdão não trazem ressureição e muito menos medidas que façam com que possamos colocar todos os dias nossas cabeças em paz em nossos travesseiros, e ainda fazer com que acreditemos nessa incógnita, quase utópica, tal de justiça.
E mesmo assim, em contra-partida, barbaridade não se cura com barbaridade, e a sua ação gera uma resposta muitas vezes recíproca, ou não... E a educação pelo medo deforma a alma... (Se bem que mais deformada que isso tá difícil de ver) E há métodos que resolveriam tal, se não dependêssemos tanto de nosso vão orgulho e estúpida preguiça, que lamenta e sofre todo dia tal, mas não se cansa... Afinal, é um ciclo; morreu um aqui, nasce outro lá...
E ainda falta o ponto de vista do bandido, ( que muitas vezes é bem mocinho... muito mais do que os que se fazem de tal, fantasiados de terno e gravata...eles não tem a fantasia, mas tem, a ação.) exposto na entrevista à seguir, sobre uma das maiores “manifestações “ atuais do crime organizado aqui no Brasil:
“Entrevista de Marcola do PCC
Jornal: O GLOBO - 23/05/2006
Editoria: Segundo Caderno Edição: 1 Página: 8
Coluna: Arnaldo Jabor
Pra quem acredita que os "chefes do tráfico" são todos ignorantes, leiam isso...Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema.
>>-Você é do PCC?
>- "Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio Dante na prisão"...
>>- Mas... a solução seria...
>- "Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação,
urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de
uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do
Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical
do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais(nós fazemos até conference calls
entre presídios...) E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é
impossível. Não há solução".
>>- Você não têm medo de morrer?
>- "Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... mas eu posso mandar matar vocês lá fora....Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba...Estamos no centro
do Insolúvel, mesmo...Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa
cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala... Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.00
livros e leio Dante... mas meus soldados todos são estranhas
anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou
explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na
lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É
outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A
pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia,
satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com
chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de
um grande erro sujo".
>>- O que mudou nas periferias?
>- "Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões
como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um
escritório...Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, ta
ligado?Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado
por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são
lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão
de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela
população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais.Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim
que passa o surto de violência".
>>- Mas o que devemos fazer?
>- "Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem
deputado,senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem
dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado,
sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o
CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas...
A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí...Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo.... Já pensou? Ipanema
radioativa"?
>>- Mas... não haveria solução?
>- "Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender
a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... na boa...na
moral... Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos
dele e vocês... não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a
extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" ~> “ Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.” “
Hmmmmmm...ainda precisa dizer alguma coisa????
Acho melhor cada um tirar suas próprias conclusões, ou quem sabe, seu “três-oitão”...
Aí estão as peças, agora resta-nos descruzarmos os braços e juntarmos nossas mãos e as peças que constituem esse quebra cabeça q se faz nossa nação...
-_-_-_-_-_-_- PONTE LITERÁRIA-_-_-_-_-_-_-_-_-
Como o papo por aqui foi hoje sobre sistema carcerário e tal, recomendarei um livro que retrata uma das maiores chacinas (bem mal-explicadas, mas muito bem provadas) em penitenciárias brasileiras; o massacre do Carandiru em dois de outubro de 1992. Com uma boa relação do cotidiano dos presos, a ação policial, a repercussão na opinião pública, os bastidores da comissão parlamentar que investigou o inquérito sobre este, etc.
Obra: Pavilhão 9 (O massacre do Carandiru)
Autor: Elói Pietá e Justino Pereira
Ou
“...PAÍS SEM SOLUÇÃO, PAÍS SEM SOLUÇÃO/ ESSE É O BRASIL: PAÍS DA REPRESSÃO...” (CALIBRE 12)
(...)"
Pois é..aí está minha modesta e pequenina (cof, cof) opinião sobre...
Sem mais delongas, codialmente, despeço-me...
OBS.: A "Ponte Literária" é uma parte do meu blog da qual eu indico livros... Caso gostares, dá uma passada lá pra ver melhor...
Boa semana, t+.
ooooooops ,deu um lapso...
heheheheehe
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