Sábado, Agosto 05, 2006

Chamas da Paixão - coluninha caderno Patrola (ZH) de 4 de agosto de 2006


Eles se amavam como nunca. Beijos, abraços, declarações de amor, flores, noites tórridas em lençóis suados, carícias em locais públicos, presentes, bombons, surpresas, motéis, famílias receptivas e felizes, passeios na Serra nas praias catarinenses, Dias dos Pais com sogros, Dias das Mães com assogras, jantares caros, vinhos especiais, velas, mais lençóis ensopados e aquele amor era interminável. Mas, um problema, obviamente, existia. Ele gremista, ela colorada. Tudo parava em dias de jogos. As velas eram apagadas e os lençóis iam para o sol secar. E os 90 minutos eram respeitados. Enganam-se aqueles que pensam que essa outra enlouquecida paixão atrapalhava aquele amor! A angústia amorosa continuava, só aconteciam as pequenas pausas nos momentos de Internacional e Grêmio em campo. Mas chegou o dia 30 de julho de 2006. Ele saiu de casa, ela da sua e foram para seus respectivos cantos no Beira-Rio. O resto todos sabemos. 11 da noite se reencontraram e ela perguntou: "- O fogo? Foi culpa sua?". Ele abaixou a cabeça. Ele havia colocado chamas no banheiro da casa da paixão desua paixão. Ela não entendeu e não mais o viu. Por quê? Bom, ele anda se escondendo. É que câmeras de TV e de sistema interno junto com lentes fotográficas mostraram ele. Sorrindo.

3 Comments:

Blogger Bruna said...

Senti um amargor quando eu vi tudo aquilo lá,tão de pertinho, parada ao lado de minha amiga, e pensei: tinham em dito pra não vir! Nem fechar os olhos pude, estava com tanto medo, e era medo do pavor, medo dos animais que infelizmente são da mesma raça que eu, e agiram da volúpia vontade de ver tudo em chamas. E mais uma leva de colorados junto comigo estagnados e calados, afinal dizer um 'ai' aquela hora seria mais que inconveniente.

E se me permitir, complementando teu texto: ele na hora baixou a cabeça, tinha visto ali que a soberania dele tinha acabado, e sentido que ele era uma exceção, depois de agir como um animal, sentiu vergonha como um ser humano.

1:56 AM  
Blogger fellipi said...

Nao quero nem ver o que acontecera quando ela se encantar por um torcedor do juventude e o gremista amargurado descobrir. Pobre Giacone...

Parabens pelo blog Potter, leio sempre, sempre algo interessante.

2:57 AM  
Blogger Luan Iglesias said...

sim meu caro potter, a vergonha soberana sempre é umn re-quisíto básico para o desaparecimento de um ser pensante. Não pensante quanto a realização de alguns atos fora do padrão da normalidade. No entanto a vida nos deixa propício a estas tais circunstâncias.

6:00 PM  

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