Domingo, Julho 09, 2006

Saber do Fim

A Estrela Solitária é um filme com bela história. Elementar, né?! Não. A obviedade é: filmes ruins com histórias péssimas. A graça de A Estrela é justamente o mais simples: a ou o moral da história. A graça dele é a extraordinária interpretação do protagonista - Sam Shepard - e a chave da vida: quando escolher o fim. Não escrevo do fim biológico, que este vem quando quer (ou tira férias, como no livro de Saramago), escrevo do fim que escolhemos. Quando parar, quando enxergar o “chega!”? O protagonista principal é um ator que não quer mais. O futuro, pra ele, é parar. O problema é o passado mal escrito. Os erros, ou, como na fronteira, as cagadas. Filhos tortos, mulheres amadas aos pedaços. Wim Wenders, o diretor, soube escolher um fim pro filme. Mas cinema é ficção, por aqui, tateável realidade, engarrafamentos, falta de pureza e o não saber escolher o fim atrapalham. Que a força esteja com você, meu caro. Saber onde colocar o ponto final é complicado. Cafu, Roberto Carlos, Hebe, bandas anos 80 e etc que o saibam.

1 Comments:

Anonymous Bianca said...

Não gosto do 'ponto final'. Por mim, ele não existiria.
Não acho justo que algo que de alguma forma ou algum dia fez bem pra alguém, necessite de um dramático ponto final.
Nem bandas antigas, nem jogadores de futebol. Tenho minhas teorias bem fundadas a respeito disso, mas iria muito longe aqui. Quem sabe outra hora te escrevo um e-mail.
Mas, dessa vez, não concordo com a tua opinião.

11:13 PM  

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